5 de Dez de 2009

Pais Natal na última caçada do ano!






Azoresub desejam a todos os que por aqui vão passando - amigos, conhecidos e até mesmo àqueles que passam aqui por acaso, que neste Natal o Pai Natal vos traga coisas boas que pediram e alguma coisa que se esqueceram. Um Feliz Natal e Boas Festas.

Ah e mais uma coisa, vimos por este meio informar que já nos encontramos disponíveis para receber presentes de Natal. Aceitamos máquinas fotográficas full-HD com caixas estanque , palas de carbono, computadores de mergulho, fatos lisos de 7 mm agora para o Inverno e umas meias novas que as nossas ja tão todas rotas, bóias para o azul , e também barcos com mais de 5 metros...e já tá bem bom!
ATENÇÃO: Não aceitamos nada da loja dos chineses!


Açores- Natureza mágica
A beleza da natureza no seu máximo explendor - Açores...um baú de emoções...
Fauna, flora, cultura, tradições inconfundíveis!

3 de Dez de 2009

Herbert Nitsch

Deixo vos estes vídeos surpreendentes de Herbert Nitsch o austríaco de 37 anos que já é detentor de vários recordes do mundo de mergulho livre na disciplina de peso variável absoluto ou também conhecida por no limits.


214m record day from Herbert Nitsch on Vimeo.



3D Beyond Limits teaser 1 from Herbert Nitsch on Vimeo.

2 de Dez de 2009

As aves marinhas

As aves marinhas são provavelmente o grupo de organismos marinhos mais bem estudado, situando-se numa posição privilegiada para serem usadas como indicadoras do estado de qualidade do meio marinho, e também fornecem aos pescadores uma grande ajuda.



Os pescadores, durante milénios utilizaram as aves marinhas para localizar cardumes de peixes, e ainda hoje o fazem, entre Maio e Outubro, procurando os cagarros em mar aberto.

Um dos exemplos é o atum, muitas vezes capturado com o “auxílio” do cagarro que serve de localizador para os pescadores. Eles só tem a agradecer.

Para além disso, as aves marinhas podem ter um grande poder atractivo para os turistas (e não só) que querem fazer a prática de caça submarina. Sendo que, os voos das aves marinhas muito podem auxiliar os praticantes desta caça, já que denunciam a existência de cardumes, que em certos casos assinalam a sua importância quantitativa.

Texto de: Ana Melo

27 de Nov de 2009

A caça ao buraco

A caça ao buraco é das mais utilizadas nos Açores; isto deve-se ao facto do seu fundo ser vulcânico e cheio de fendas, buracos, cavidades e pedras.



Este tipo de caça é praticado a todas as profundidades, mas quanto maior for a profundidade mais condicionantes devemos ter em conta, pois exige mais do praticante de caça submarina. O material a utilizar neste tipo de caça são as gravetas e os saca arpões, que muitas vezes é que recuperam a presa e os arpões. Uma lanterna, que deve ser de boa qualidade para iluminar bem os buracos, e de fácil ligação. As armas devem ter um tamanho de pequeno a médio (entre 50 a 90 cm). Eu pessoalmente uso uma arma de 90, acho o tamanho ideal pois o tipo de buracos que costumo abordar, permite-me este tipo de arma. Para além disso, quando se está a inspeccionar um buraco algum tempo pode chamar a atenção de outros peixes, e até mesmo de cardumes. Assim sendo, esta arma dá jeito para tiros mais longos.

Ao sairmos de um buraco devemos ter em conta estas duas situações: sair de um buraco fazendo o mínimo barulho possível e não fazer movimentos bruscos, para não assustar o peixe que está dentro do buraco e os que podem ter-se aproximado.

Como encontrar os peixes entocados? A primeira coisa a fazer é não ignorar nenhuma fenda, cavidade ou pedra, já que os peixes podem estar onde menos esperamos, e nem sempre maiores profundidades são sinónimas de peixes maiores.

Com o tempo os nossos olhos ficam mais atentos a pedras propícias.

Que peixes podemos encontrar nos buracos açorianos? Existem dois tipos de peixes, aqueles que ocasionalmente estão no buraco, que param lá para descansar ou mesmo para abrigo, tais como a tainha, enxaréus, sargos, etc; e os que costumam andar mais escondidos, como abróteas, congros, moreias, etc.

Um bom método para capturar um maior número de peixes no mesmo buraco é não entrar neste, fazendo um agachon na entrada deste, despertando a curiosidade de algum peixe para sair do buraco. E pum fogo à peça, conservando assim os restantes peixes.

Muitas vezes abordamos buracos já nossos conhecidos e sabemos que peixes podem lá estar, se for um buraco que costuma ter enxaréus ou sargos não vamos entrar mas esperar que algum saia, ou aproxime-se da entrada; se for um buraco de congro, que normalmente são fendas mais estreitas e cavidades nas rochas, já nos aproximamos de modo a que consigamos alvejá-lo. Quando já não temos mais folgo, ou queremos voltar ao buraco, geralmente deixamos a arma à entrada deste, ou até mesmo uma lanterna colorida, o que é bom para não perdermos muito tempo à procura do buraco.

Possui alguns senãos, pois ao deixarmos o material a sinalizar o buraco, corremos o risco de ficar sem ele devido à força da corrente ou à água se encontrar turva. Isto pode se tornar dispendioso, sendo assim é melhor usar a arma presa à bóia.

Atenção: mergulhem sempre acompanhados pois este tipo de caça pode tornar-se perigosa; já muitos bons caçadores morreram à custa desta.

Deixo-vos estes conselhos para os amantes da caça submarina.


Texto de: Tibério Barbeito

22 de Nov de 2009

Emergency First Response

Porquê tirar um curso de primeiros socorros (Emergency first response)
Por vezes deparamo-nos com algumas situações inesperadas às quais devemos saber reagir; tais como:
Alguém corta o dedo, uma pessoa de idade tem um ataque cardíaco, desmaio por ter permanecido muito tempo ao sol, uma criança flutua inerte com a cara virada para baixo numa piscina ou no mar, alguém engasga-se com comida mesmo ao pé de si e não consegue ventilar. Muitas destas situações podem ocorrer tanto no mar como em terra e deveremos saber como reagir pois o tempo é crucial.

E neste tipo de situações se tivermos preparados, podemos fazer a diferença entre a vida e a morte ou uma recuperação complete e uma incapacidade, pois até ao pessoal médico chegar pode levar algum tempo e este tempo para a vítima é crucial e é ai que você deve intervir.


Assim todos nós podemos ser socorristas de emergência. Não se pode garantir que uma pessoa viverá ou recuperará completamente, pois há várias situações que fogem ao nosso controle, mas dadas as situações faremos tudo o que pode ser feito.

Sendo assim, chamo a atenção a todos os amantes de desportos marítimos (mergulho, caça submarina, pesca, etc…) que tirem uma formação de primeiros socorros, pois muitas vezes encontramo-nos em zonas que o pessoal médico não consegue chegar facilmente e temos que saber nos desenrascar tais como “passos”, rochas altas de difícil acesso, barcos, etc... e assim pudesse fazer a diferença, que muitas vezes é um amigo familiar ou conhecido.

Texto de: Tibério Barbeito


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20 de Nov de 2009

As anchovas

Já há algum tempo que devia este artigo aqui ao amigo Tibério que tão gentilmente me pediu eheh

Pois bem neste artigo vou falar um pouco sobre um peixe em particular digno de seu estatuto como troféu… tanto pela mítica sua agressividade, bem como sua atitude esguia perante o caçador, é precisamente das anchovas que falo.

É um peixe com carácter migratório, geralmente os exemplares mais jovens, bem como sedentário, principalmente os exemplares de maior tamanho. Podemos ser surpreendidos por cardumes de considerável dimensão na altura em que as águas aquecem, é sinal que as anchovas estão a chegar! No geral são exemplares de pequeno a médio porte, com peso entre os 2 e os 4 quilos, o que descreve o grupo de migração mais acima referido.

È a época melhor para procurar as anchovas, tanto na espuma como em baixas em que juntem comedia (principalmente sardinhas e chicharros) e ainda entocadas, correspondendo neste caso à desova que ocorre nos meses de verão.

Pessoalmente tenho tido mais oportunidades na espuma, e é a técnica que prefiro para as capturar, é nela que tenho tido hipótese de tiro aos maiores exemplares, para alem de que e nesta que há maior probabilidade de as ver durante todo o ano, já que os exemplares que tendem a sedentariar-se (os de maior porte), têm por hábito caçar em aguas baixas junto da rebentação, onde surpreendem as presas que estão precisamente a fazer o mesmo, a alimentarem-se.

Material de escolha para elas difere precisamente da técnica que usamos, nas baixas a oportunidade de tiro é obtida no geral aquando de uma espera ou agachon, daí a que uma arma comprida (entre os 100 a 110 cm) seja a melhor opção, também munida de uns bons elásticos (18 ou 20 mm) e arpão de 6.5 mm, atenção á sua rapidez e não esperar muito que ela dê o flanco, ao mesmo tempo que está de frente, também tão rapidamente vira e foge.


Na espuma as armas deverão ser mais reduzidas já que somos obrigados a virá-la rapidamente e os tiros são dados muitas vezes a pouca distância, neste caso uma arma mais reduzida (entre os 75 e 90 cm) será a melhor opção, uns bons elásticos, não tão potentes (18 mm ) e arpão de igual espessura. Em ambos os casos deverá ser usado carreto, porque assim ter-se-á mais espetacularidade na captura, o que também e importante na caça-sub!! Escusado será tentar as caçar sem qualquer maneira de as poder trabalhar, já que basta um arranque e lá vai ela de “mastro beuchat” pendurado… O segredo na oportunidade de tiro na espuma será talvez ter sempre a visão focada na zona posterior à arma… na época forte delas, a favor da corrente (peixes predadores caçam no geral contra a corrente), em fundo rochoso e com agua a coisa de metro o que não vão faltar são anchovas a aparecer, daí a que seja doloroso sair de agua tendo visto tanta anchova e não ter tido oportunidade de disparar a uma que seja… Tenham calma, sejam pacientes, é também um dos segredos desta pesca, bem como um pouco de sorte de uma passar a jeito, mas a sorte também procura-se, daí a que a visão focada sempre em frente da arma e alternando em agachons por trás das pedras que vão aparecendo de maior dimensão seja um bom partido. Elas irão aparecer por vezes confiantes e a dar oportunidade de tiro, bem como assustadas e a alta velocidade… como em tudo e preciso muita persistência, para que se obtenham resultados! Outro aspecto importante a trabalhar este peixe quando arpoado é ter em consideração vários factores: a carne macia desta, levando a que estas se rasguem com facilidade se o tiro não for bem colocado; a maneira como este peixe se debate, é preciso manter sempre a tensão no fio, caso isso não acontecer, estas irão debater-se violentamente contra o fundo, o que acontece muito facilmente quando estamos na espuma, e estas literalmente puxam o fio e depois aliviam a tenção do fio vindo um pouco em nossa direcção e de seguida roçar-se no fundo o que muitas vezes pode dar lugar a uma barbela que fecha e um peixe que foge, é bem desmoralizante, sentirmos que tivemos tão perto de a ter e de repente elas estar tão longe e ferida… por isso uma boa barbela ser muito importante! Aconselho vivamente a usá-la invertida ou uma dupla barbela, e claro está… embora o tiro tenha que ser instintivo, é bom que também se tente dar o melhor possível (na cabeça à partida estará praticamente garantida a captura), pior que nós lixados por ter-mos perdido o peixe e também ter um peixe a deambular algures sem hipótese de vida, isto aplica-se tanto a anchovas como a outro peixe qualquer claro!!!

Tentem que vale a pena ;) o que escrevi não e de todo um conceito, mas sim alguns conselhos que posso dar tirados por experiência própria.

Resta-me desejar boa sorte, AH! E muito cuidadinho com aquela boquinha completamente serrilhada, o que morder… vai estragar… ah vai vai!!

Sejam selectivos!



Um bem haja! Nuno Correia aka NC aka Azorean 

15 de Nov de 2009

Trabalho em equipa resultou neste lindo Safio


 


 Mais um fim-de-semana á porta e aquele bichinho por ir para a água vem ao de cima, mas desta vez o mar estava a dificultar-nos a vida, ondulação de 4.2m com ventos na casa do 50 km/h, tornava difícil a escolha do spot deste fim-de-semana.
   Reunimo-nos então eu e o Tiago em casa do Tibério depois de este sair das aulas e partimos em busca duma baía abrigada para nos fazermos ao mar. Encontrado o local, e com a boa disposição do costumo equipamo-nos e entramos em busca de uma boa aventura.

    Após mais ou menos uma hora e meia a vasculhar aquele fundo em busca de bons buracos, com a água muito turva, deparei-me com um bom buraco a uma profundidade já razoável (na casa dos 17/18 metros) em que tinha que entrar para inspeccionar melhor o interior.

    Chamei Tibério para que me vigiasse enquanto verificava o interior do bendito buraco foi já quando vinha para fora que olhei para a minha esquerda e deparei-me com este belo exemplar a observar-me, fiquei louco de contente e como já tinha pouca apneia resolvi pousar a arma mesmo em frente a ele enquanto vim acima recuperar e contar ao Tibério e ao Tiago quem me esperavam á superfície. Preparada a estratégia e já recuperado, hora de pôr o plano em acção, descemos os dois em direcção ao local onde tinha encontrado o animal, pego na arma e escolho o melhor ângulo que me pareceu para lhe acertar na zona vital da cabeça, logo ao meu lado o Tibério dobra o tiro e saca-o assim do buraco. Este amigo pesou 21 kg.

Despeço-me desejando a todos os amigos e visitantes excelentes caçadas!

Texto de: Zeferino Espínola

Incrivel...88 metros sem barbatanas

Deixo-vos este vídeo de William Trubridge, em que bate o recorde apneia, na disciplina de CNF. Qualquer pessoa que veja fica extasiada. William Turbridge nasceu a 24 de Maio de 1980 , na Nova Zelândia.
No dia 10 de Abril de 2009 bate o recorde mundial de apneia, na disciplina de CNF (sem barbatanas), com um mergulho de 88 metros (288 ftt.), com um tempo incrível de 3:30 min no Dean's Blue Hole, Bahamas.
6 dias antes tentara bater o recorde em 88 m, mas quando chegou à superfície, desmaiou, sendo desqualificado.
Para além disso, obteve o terceiro lugar mo ranking de recordes mundiais de apneia estática, com um tempo de suster a respiração de 8 min e 11 s.
Faz parte da Academia de Apneia, presidida pelo Umberto Pelizzari. Vertical Blue é o nome da equipa de William Trubridge.
Texto de: Ana Melo

P.S Ja vi o video mais de vinte vezes vao me chamar doido mas ta excelente!!!