26/12/2009

Como os antigos previam o tempo

Baseados nas nuvens














                                                                                             (Ilhéu das cabras)

Nuvens compridas que se desfia,
Sinal de grande ventania.


Nuvens aos pares,
Paradas, côr de cobre,
É temporal que se descobre.


Nuvens finas, sem ligação,
Bom tempo, brisa de feição.


Castelos de nuvens com nuvens por cima,
São chuvas certas mesmo sem rima.


Se grandes correm desmanteladas,
Mau tempo, velas rizadas.


Nuvens pequenas, altas e escuras,
São chuvas certas e seguras.

Baseado no céu

Brilhante nascente que nuvens desfaz,
Reuna a companha que bom tempo nos traz.


Vermelho nascente que pronto descora,
Tempo de chuva que está pra demora.


Com céu azul carregado,
Teremos o barco em vento afogado.


Foge dum céu azul aleitado,
Ou desce á câmara ou ficas molhado.


Miragem que espande,
Vento do levante.

5 comentários:

José Silva ® disse...

Grande foto! parabens!
e em relação com o texto fica a matar.
hehe
Abrç

GuiGo disse...

Excelente post.
abraço

MZ disse...

Também gostei de ler esta forma de denunciar a
ventania,
as tempestades,
a brisa suave,
a chuva...


Um Feliz Ano 2010 para todos vocês!

MZ

Leo Couto disse...

Muito interessante este post. Mas e sobre as condições favoráveis?

Azoresub-Bluewater disse...

São advérbios que os antigos diziam que transmitem os processos práticos de adivinhar o tempo, pois eles se baseavam muito neles! ;)

Direção

Tibério Barbeito e Zeferino Espínola Contacto: azoresub@hotmail.com